O blog em questão é o "blog da psicologa" (como descrito no Atividade da Mente), o blog da Marisa Felicíssimo .
Vale a pena.
Fica a dica.
Enteogenia, Política de drogas, Redução de danos, entre outras conversas sobre psicoativos.



Fonte: Comunidade Segura
Por: Christiane Sampaio
As estratégias de redução de danos, segundo o Manual de Redução de Danos
– Ministério da Saúde (2001), constituem um conjunto de medidas no
campo da saúde pública voltadas para minimizar as conseqüências
adversas ao uso de drogas. O princípio fundamental que as orienta é o
respeito à liberdade de escolha, à medida que os estudos e pesquisas
realizados apontam que alguns usuários não conseguem e não querem parar
de usar drogas, mas esses precisam ter os riscos minimizados para a
infecção pelo HIV e hepatites.
A redução de danos no Brasil surgiu em meados da década de 1990, como estratégia de enfrentamento a epidemia de Aids, que então ocorria no país. Para dar combate aos malefícios que cresciam rapidamente, o Ministério da Saúde, em parceria com organizações governamentais, ONGs e universidades, implementou os Programas de Redução de Danos (PRD) a partir de 1995, após uma tentativa pioneira, porém frustrada, na cidade de Santos (SP), em 1989.

Fonte: Enteogenos.org
A compilação de citações abaixo é um ótimo histórico de como e por que foi necessária a criação da palavra "enteógeno".
O original em inglês pode ser lido no site do Council on Spiritual Practices.
compilado por R. Jesse
Tenho tentado encontrar um nome apropriado para os agentes em questão: um nome que incluirá os conceitos de enriquecer a mente e expandir a visão [de mundo]... Minha escolha -- por ser clara, soar bem e não estar contaminada por outras associações -- é "psicodélico", manifestador da mente. [destaque adicionado]
-- Humphry Osmond, "A Review of the Clinical Effects of Psychotomimetic Agents," Annals N.Y. Acad. Sci., 14 de março de 1957

Páginas
Tradução: Fernando Beserra
Depois da conquista do México em 1521 uma série de cronistas espanhóis, dos séculos XVI e XVII, fazendo referência as práticas religiosas dos astecas e de outros grupos indígenas, descreveram o uso ritual de umas sementes enteogênicas chamadas ololiuhqui “coisas redondas”. Se afirmava que as sementes procediam de uma planta chamada coaxihuitl ou coatlxoxouhqui “planta serpente” ou “serpente verde”. A planta aparecia ilustrada no Codex Florentino de Sahagún, e pertenciam de forma inconfundível a família das Convulvulaceae, a família da enredadera e dos dondiegos de dia (Hernández 1651; Hofmann 1980; Sahagún 1950; Sahagún 1982; Schultes e Hofmann 1980; Taylor 1944; Taylor 1949; Wasson 1963). Sahagún descrevia o uso das sementes ololiuhqui em diversos rituais e em fitoterapia como tratamento tropical contra a gota, combinado com fungos (hongos) enteogênicos (veja capítulo 5), diversas espécies de Datura (ver apêndice A) e outras plantas. Para o tratamento da “febre aquática”, que se supõe ser a malária ou outra enfermidade similar, os médicos astecas prescreviam a ingestão de um super-enteógeno que consistia da combinação de sementes ololiuhqui, peyote (ver capítulo 1), fungos (hongos) enteogênicos e espécies de Datura (Sahagún 1950; Sahagún 1982).
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