sábado, 11 de junho de 2011

Ibogaina e tratamento da dependência


Antônio More/Gazeta do Povo

Antônio More/Gazeta do Povo / Diogo Busse, 28 anos, recorreu à ibogaína depois de anos usando substâncias químicasDiogo Busse, 28 anos, recorreu à ibogaína depois de anos usando substâncias químicasReabilitação

Ibogaína: droga usada para curar a dependência

Tratamento é feito com uma dose de substância extraída da raiz de uma planta africana. Medicamento não é regulamentado pela Anvisa
Publicado em 05/06/2011 | Gabriel Azevedo
 
Diogo Nascimento Busse, 28 anos, era usuário de drogas. Du­­rante 13 anos, a vida dele foi semelhante à de outros usuários: mesmo estudando e trabalhando normalmente, passava dias fora de casa e chegou a sofrer alguns acidentes. Tentou inúmeros tratamentos psiquiátricos, psicológicos, medicamentos e internações. Nada deu resultado. Sem saída, mas com esperança de largar a dependência, há dois anos e meio, a curiosidade empurrou Busse para uma substância pouco conhecida no Brasil: a ibogaína.

Substância extraída da raiz da iboga, arbusto encontrado em países africanos, a ibogaína é usada para fins terapêuticos no país há dez anos, por uma única clínica, com sede em Curitiba. Nesse período, 130 usuários de drogas usaram o medicamento, Diogo foi um deles. Há dois anos e meio livre do crack, o advogado e professor universitário conta como foi a experiência. “Foi um renascimento. Foi uma viagem espiritual, de autoconhecimento, expandiu meus horizontes. É inexplicável. Hoje eu analiso o passado e não tenho lembranças positivas daquele tempo”, diz.
De acordo com o médico gastroenterologista da clínica Bruno Daniel Rasmussen Chaves, a ibogaína produz uma grande quantidade do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, o que ajuda o paciente a perder a vontade de usar drogas. A ibogaína, segundo ele, também produz serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer. A droga é processada na Inglaterra e vendida em forma de cápsulas. O preço de uma unidade, quantidade suficiente para o tratamento, gira em torno de R$ 5 mil.
“Não existe comprovação científica”
Atualmente, a ibogaína é usada em países como Nova Zelândia e Holanda. Nos Estados Unidos ela serve apenas para fins acadêmicos.
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As imagens que as pessoas enxergam enquanto estão sob o efeito da droga, segundo o médico, são sonhos. “Não se trata de alucinações, a ibogaína não é alucinógena. É como sonhar de olhos abertos, só que durante muito tempo. Durante o sono temos apenas cinco minutos de sonhos a cada duas horas. Com a ibogaína são 12 horas”, explica Chaves.

Não é um milagre

Mesmo que os resultados sejam animadores – a taxa de recaída entre os usuários da ibogaína gira em torno de 15%, enquanto nos tratamentos convencionais varia entre 60% e 70% – a substância não é um milagre e nem faz tudo sozinha. De acordo com a psicóloga Cleuza Canan, que há mais de 30 anos trabalha com dependência química, os pacientes passam por três fases. “Avaliamos clinicamente e psiquicamente o paciente. Existe uma fase de desintoxicação. São necessários 60 dias de abstinência para o paciente ir para a ibogaína. Depois que ele toma, começa uma fase que consiste na reorganização e readaptação, com terapia individual e de grupo”, afirma.

A reportagem Gazeta do Povo conversou com ex-usuários de drogas que recorreram à ibogaína. Eles foram unânimes em afirmar que, depois de tomar a substância, nunca mais tiveram vontade de se drogar. “Eu nunca mais tive vontade. Aquela fissura desapareceu. A droga é apenas uma lembrança, nada mais que isso”, diz um paciente que não quis se identificar. Segundo Cleuza, a recaída só é possível se o paciente mantiver os mesmos hábitos. “Se ele frenquentar os mesmos lugares, conviver com os mesmos amigos, achar que está imune”, explica.

1962 : Timothy Leary reassesses DMT

Fonte: Psicodélico
1962: Timothy Leary reassesses DMT
Considerando a reputação Burroughs entre as drogas da comunidade na época, não é nenhuma surpresa que a sua descrição do DMT como "o terror das drogas 'iria ficar com a comunidade nascente até psicodélico Timothy Leary-se finalmente foi curioso o suficiente para experimentá-lo.
 

Timothy Leary
No outono de 1962, dando uma série de três dias de palestras para o sul da Califórnia Sociedade de Psicólogos Clínicos, eu caí em discussão com um psiquiatra que estava coletando dados sobre o DMT. Ele tinha dado a droga para mais de uma centena de indivíduos e somente quatro relataram experiências agradáveis. Este foi um desafio para a hipótese de configuração definida. De acordo com a nossa prova, e em consonância com nossa teoria, encontramos poucas diferenças entre drogas psicodélicas. Estávamos ceticamente convencidos que as diferenças elaborar clínica alegadamente encontradas em reações a diferentes drogas eram contos folclóricos psicodélica. Nós estávamos furando a nossa hipótese nula de que as drogas não tiveram efeito específico sobre a consciência, mas essa expectativa, preparação, clima emocional, e que o contrato com a droga dá-responsável por todas as diferenças de reação.
Estávamos ansiosos para ver se a lendária "droga do terror", DMT, caberia a definição da teoria dos conjuntos.
Uma sessão foi arranjada. Cheguei à casa do investigador, acompanhada por um psicólogo, um monge Vedanta e duas amigas. Após uma discussão longa e amigável com o médico, o psicólogo deitou em um sofá. Sua cabeça amigo repousava sobre seu peito. Sentei-me na borda do sofá, sorrindo, na expectativa tranqüilizador. Sessenta mg de DMT foram administrados por via intramuscular.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eua libera e reprime ao mesmo tempo:política "chapadona" de drogas

Fonte: Hempadão

Os EUA não sabem o que fazer em relação a maconha. Aparentemente os americanos foram traídos pelo governo federal de Obama, que prometeu não perseguir pacientes da cannabis medicinal nos lugares onde a lei Estadual permite a prática. Enquanto alguns estados inauguram lojas enormes para o plantio, chamados de Wall Mart da Maconha – imaginem o tamanho! – outros sofrem forte repressão por parte da polícia.




Em Spokane, relata o Seattle Time, cerca de 40 farmácias que vendiam maconha foram fechadas. Sete delas, que existiam há um bom tempo, foram invadidas e seus donos foram presos. A liberdade só é garantida através de fianças. Frank Cikutovich, um advogado que representa os vendedores de Spokane, refletiu sobre a mudança: "Tivemos um período de dois anos livre para todos, quando foi como Amsterdam por aqui", disse ele.


A legalização estadual fez com que diversas pessoas obtivessem a licença necessária para abrir seus estabelecimentos, com uma série de regras a serem cumpridas. Acontece que agora, depois de um período de 06 meses e até 2 anos de início dos trabalhos, os dispensários recebem cartas do governo federal dizendo que suas licenças serão revogadas. A partir do dia 25 de julho o que antes era ilegal e passou a ser legal volta a ser ilegal. Entendeu? Não. Nem os donos e pacientes, que se veem em risco quanto ao seus remédios e receitas.


Vale lembrar que grande parte dos usuários de cannabis medicinal por lá são pessoas que realmente a usam de forma médica, com caráter de substituir remédios pesados pelo alívio da erva. Muitos acreditam que essas medidas tenham tudo a ver com a possível pretensão por re-eleição de Barack Obama.

Referência em Enteogenia

Site "La paradoja de la percepcion" é um excelente sítio virtual, com artigos muito interessantes, tratando desde enteógenos até teatro.

Fica a dica de sites de hoje do Enteogenico

Abraços antiproibicionistas!

Estudo da PF diz que óxi não é "nova droga", mas derivação da cocaína

O rótulo de "nova droga" concedido ao óxi Brasil afora não procede: a substância nada mais é que uma derivação da cocaína, apresentada nas formas de pasta base e base refinada. A constatação está em um estudo divulgado esta semana pela Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, cujo Serviço de Laboratório do Instituto Nacional de Criminalística informou que o entorpecente será tratado, de forma padronizada em todo o Brasil, como "diferente forma de apresentação da cocaína".
O estudo sobre o perfil químico da droga comparou amostras de óxi vindas do Acre, com apoio do programa de Perfil Químico das Drogas (Projeto PeQui) da PF. Foram analisados 20 microtubos da droga, apreendidas pela Polícia Civil entre os meses de janeiro e maio deste ano, e 45 envelopes com amostras de cocaína, resultado de apreensão da PF no Acre entre abril e maio passados. São desse Estado, frisa a PF, os primeiros relatos da existência de óxi, no ano de 2005.
Segundo o laudo assinado pelo perito criminal federal Ronaldo Carneiro da Silva Junior, até mesmo eventuais adulterantes como cal virgem, querosene e gasolina, identificados como próprios do óxi, são os mesmos da cocaína na forma de pasta base. Assim, continua o laudo, o trabalho "não confirmou (como se tem propagado) que tais substâncias seriam adicionadas na formulação do suposto 'óxi' em quantidades significativas".
Sobre os riscos de consumo da droga, o perito os atrelou predominantemente "ao alto teor de cocaína encontrado nas amostras, o qual pode alcançar taxas superiores a 80%, gerando, além de efeitos estimulantes e psicotrópicos mais pronunciados, um maior potencial de dependência e risco de overdose".
Fonte: UOL

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Stan Grof fala sobre estados holotrópicos

Excelente vídeo. Copiado diretamente do Plantando Consciência

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diário pergunta: Você é a favor da legalização da maconha?

Vota lá - DIÁRIO

sábado, 4 de junho de 2011

Os especialistas do abstrato: ou quando Mircea Eliade soltou um pum!

Fonte: Hempadão
Reiteradamente afirmo neste espaço que os enteógenos já foram tratados, ao longo dos séculos, das mais diversas formas. Chego mesmo a ser chato. Mas, hão de convir que muito mais desagradável foi a abordagem de poetas e antropólogos renegando a mater scientia – a calorosa mãe ciência, que tanto guarda de moral em seus seios fartos – e colocando preconceitos pessoais na frente dos bois.
Para começar, podemos citar ainda no século XIX, o tradicional livro “Os paraísos artificiais” de Charles Baudelaire, onde o poeta julga maravilhosamente o vinho – fonte e meio para o alcance de grandes alturas – e de forma horrenda o haxixe. O dr. da poesia chega a afirmar em seus “Exórdio para as conferências dadas em 1864 em Bruxelas”:
“Em tudo isto há muita coisa que tem que ver com os médicos. Ora, eu quero fazer um livro não de pura fisiologia, mas sobretudo de moral. Quero provar que os buscadores de paraísos fazem o seu inferno, preparam-no, cavam-no com um resultado cuja previsão talvez os horrorizasse”.
Ao lado do catolicismo farmacológico de Baudelaire, encontramos as visões de um autor mais contemporâneo, que escreveu no século XX, e que foi um dos maiores antropólogos e historiador das religiões do seu século. Estamos falando de Mircea Eliade. Apesar de sua área de estudo, jamais havia mencionado os enteógenos, sendo que escreveu um dos mais famosos livros sobre xamanismo: “Xamanismo e as técnicas arcaicas de êxtase”. Foi no período onde Eliade, também envolvido com a extrema direita, estava na ativa como professor, pesquisador e escritor que Robert Gordon Wasson, um banqueiro, criador da etnobotânica, realizava seus estudos do consumo de fungos enteogênicos na Rússia, do Soma (Amanita muscaria) e, finalmente, do consumo de enteógenos nas Américas. Infelizmente, como é difícil encontrar livros traduzidos sobre a temática, os de Wasson não fogem a regra.
Em sua obra sobre o Soma, Wasson cita passagens de Eliade sobre o “embriagantes xamânicos”. O antropólogo romeno chega a dizer que a “embriaguez mediante drogas (cânhamo, fungos, tabaco, etc) era um fenômeno recente que representava “a decadência dos xamãs de hoje”, embora Eliade fale deste modo, em nenhum livro cita referências ou um estudo da temática. Chega a dizer: “Os narcótico são só um vulgar substituto do transe ‘puro’”. Entretanto, a partir da obra de vários outros autores observamos que o uso de enteógenos remonta a milênios e era parte fundamental da cultura dos povos tradicionais (cf. La planta de los dioses; Pharmacotheon; Alimento dos deuses). Os próprios usos de substâncias não tradicionais por xamãs, a exemplo do álcool em alguns locais, ou mesmo do tabaco, não constitui necessariamente uma deterioração. Várias bebidas ou mesmo o tabaco foram incorporados em várias culturas de forma ritualizada, e só degeneraram quando da completa invasão do “homem branco” e sua destruição das culturas tradicionais.
Finalmente, o que para Eliade era degenerado, vulgar substituto, para Wasson foi “a religião pura e simples, livre de toda teologia, livre de dogmatismos, que se expressa com temor e reverencia, em voz baixa, quase sempre de noite, quando a gente se congregava para consumir o Elemento Sagrado”.
De forma tardia Eliade reconheceu o papel das “drogas” nas religiões, embora tenha dito, numa palestra ele não desejou ser questionado sobre este papel, e, ao ser perguntado, disse “não sei nada acerca delas”, e concluiu no auge da moralidade: “Não gosto dessas plantas”.
Para evitar a fadiga, como diria o mestre Jaiminho, encerramos hoje por aqui lembrando que os enteógenos são tão naturais e tão humanos, provavelmente sendo consumidos antes mesmo do neolítico, quanto um simples e singelo pum. O radical idealismo, daqueles que não vê que a base biofisiológica que estamos ligados e que pode ser aprimorada, não se atenta ao fato de que grandes figuras da humanidade comiam e cagavam. O fazer alma (soul-making) está nas relações com o mundo, da roda xamânica à Marcha da Maconha.

Vereador baiano assume fumar maconha e defende legalização

Opinião Enteogênico:

É fundamental que autoridades políticas, acadêmicas, e outras, possam falar de seu uso de cannabis, entretanto, sabemos que é um risco, caso não existe um bom "escudo" no qual se amparar. Mais fundamental até do que falar do seu uso, ato privado e que só lhe diz respeito, é a defesa de outro modelo de organização para lidar com as substâncias psicoativas, seus usos, seu comércio e sua produção. É louvável que o vereador possa tocar no tema. Infelizmente, na sociedade em que vivemos, falar do uso pessoal, por vezes, ainda implica uma "desvalorização", esta completamente relacionada ao preconceito e ao estigma.

O que deve ser avalido, neste caso, não é o uso ou não de uma substância, mas o discurso e o trabalho da pessoa que fala. Na fala do dito vereador, é positiva, por mobilizar o debate para a regulamentação da cannabis, que vem tomando frente em todo Brasil.



Thiago Guimarães, iG Bahia

Um vereador do município baiano de Medeiros Neto (869 km de Salvador) assumiu ser usuário de maconha e defendeu a legalização da droga. Cristiano Alves da Silva (PMN) está no terceiro mandato como vereador de Medeiros Neto, cidade de 21 mil habitantes no extremo sul da Bahia.
O vereador revelou o hábito durante uma sessão da Câmara de Vereadores da cidade. “Tenho 37 anos e fumo há mais de 20”, disse, segundo relato de um jornal local. “Estou aqui para defender que o usuário não é criminoso e que o Estado poderia estar ganhando ao legalizar a maconha, que é muito menos prejudicial que outras drogas, inclusive o cigarro”, afirmou durante a sessão.
O delegado da cidade, Kléber Guimarães, afirmou à imprensa local que vai investigar a sessão da Câmara para verificar se houve apologia ao uso de drogas por parte do vereador.
Em entrevista a uma rádio de Salvador nesta sexta-feira (3), Silva reafirmou o hábito, mas negou que faça apologia à droga. O vereador, conhecido na cidade como “Pintão”, já presidiu o Legislativo municipal e é primeiro secretário da União de Vereadores da Bahia.

Foto: Reprodução Google Maps Ampliar
Medeiros Neto fica no sul da Bahia, a 869 quilômetros de Salvador
“Nunca ofereci um baseado a nenhum eleitor, nunca levantei a bandeira do uso da maconha pra fazer política, para fazer campanha. Fumo meu baseado porque gosto de me sentir bem e, na realidade, eu fumo um de manhã, meio-dia e à tardezinha, nos horários que quem fuma maconha gosta de usar, a verdade é essa”, disse o vereador.
O político confirmou que compra a droga de traficantes. ”A gente, na verdade, não tem dificuldade para ter posse dela, a realidade é essa. Devia poder comprar em cafés, de forma regulamentada, e que o governo tivesse controle disso. Com certeza meu dinheiro está indo parar em mãos que gostaria que não fosse parar.”
O tema da descriminalização do uso de drogas tem sido objeto de discussão recente em decorrência do episódio da repressão policial à “Marcha da Maconha”, em São Paulo, e por ocasião da estréia do documentário “Quebrando o Tabu”, de Fernando Grostein Andrade, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) defende a descriminalização.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Debate sobre legalização das drogas chega com força ao Congresso

Fonte: Sul21

Felipe Prestes

Depois de ganhar as ruas com marchas organizadas nas principais capitais do país, o debate sobre a legalização das drogas está chegando com força ao Congresso nacional. Primeiro, a discussão que costumava ser entre juízes vaidosos, policiais com seus cassetetes e a voz dos manifestantes, chegou às salas de cinema, com a produção do filme “Quebrando o Tabu”, de Fernando Grostein Andrade, que defende a descriminalização das drogas com depoimentos de ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso, Jimmy Carter e Bill Clinton. A repercussão do filme alcançou a grande imprensa, culminando com uma reportagem no Fantástico, no último domingo (29). E, dali, reverberou imediatamente no Congresso.

– Creio ser chegado o momento de o Parlamento discutir o assunto numa série de audiências públicas, com especialistas contrários e favoráveis à descriminalização, além de estudarmos os exemplos de outros países para, juntamente com toda a população brasileira, decidirmos o caminho que o Brasil deve adotar com relação à descriminalização – disse o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), na tribuna do Senado nesta segunda-feira (30).

Ontem (1), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou requerimento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para convidar o ex-presidente Fernando Henrique a debater o assunto na comissão. A senadora frisou que o requerimento fora feito antes da repercussão do filme, ainda no dia 10 de maio. Por sugestão do senador Cícero Lucena (PSDB-PB), também será convidado a falar na CAS o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que até então vinha sendo uma voz quase solitária na defesa de uma nova legislação para as drogas.

Portugal pode ser modelo


Senador Eduardo Suplicy


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fernando Henrique defende legalização da maconha no Fantástico; 57% dos telespectaores são afavor da regulamentação

Ex-presidente conduz o documentário 'Quebrando o tabu'. No filme, ex-presidentes reconhecem que falharam em suas políticas de combate às drogas.
Um ex-presidente da república roda o mundo, grava um documentário e levanta uma bandeira bem polêmica. Segundo ele, o consumo de maconha deveria ser regulamentado.

Sábado, 21 de maio, Centro de São Paulo. A Marcha da Maconha, proibida pela Justiça, vai às ruas e é reprimida pela polícia.

“Não adianta querer tratar um debate de ideias com porrada. A gente não vai aceitar, a gente vai continuar”, argumenta o jornalista Júlio Delmanto.

As vozes pela descriminalização, ou até pela liberação da maconha, estão ganhando apoio de peso. O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira, já defendeu publicamente até a formação de cooperativas para o plantio de maconha.


domingo, 29 de maio de 2011

Marcha da Maconha em Natal é sucesso


Diferentemente do que ocorreu em outras capitais brasileiras, como São Paulo, por exemplo, a Marcha da Maconha de Natal saiu. E saiu escoltada pela Polícia Militar. Para viabilizá-la, os organizadores tiveram de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que entre várias ações, proibia o consumo e a venda de qualquer tipo de substância ilícita.

O advogado da marcha, Pedro Siqueira, comemorou a decisão e explicou que o objeto da TAC também era controlar possíveis abusos dos dois lados: manifestantes e Polícia. “Ao liberar a marcha, eles reconheceram
 um direito que é legítimo, que é o de contestar a legislação atual”, afirmou Pedro.

Um dos membros do Coletivo Marcha da Maconha Brasil, grupo que mantém o site www.marchadamaconha.org.br e apóia as manifestações realizadas em todo o País, porém, não aprovou as medidas, e chegou a postar um texto no fórum do site no último dia 21, classificando as normas impostas como ‘cerceadoras do movimento’.