domingo, 19 de junho de 2011

Enquete sobre descriminalização da Maconha

Realizada pelo TERRA. No canto direito, lá pra baixo na página.

Vota lá

Estávamos lá

Marcha Nacional da Liberdade no Rio de Janeiro

Por João Saboia

Valeu Marcha! Foi lindo!

sábado, 18 de junho de 2011

Marcha da Liberdade - RJ - Relato

O enteogenico acompanhou a Marcha da Liberdade no Rio de Janeiro, com uma cartolina tosca escrito: “A liberdade de alterar seu sistema nervoso é um direito inalienável”. Abaixo haviam desenhos de substâncias psicoativas.



Participar da Marcha da Liberdade foi uma extraordinária. Mil e quinhentas pessoas marchando, dançando e cantando o amor a diversidade. Defenderam-se bandeiras da diversidade sexual, contra Bolsonazi, pela legalização da cannabis, contra a violência contra a mulher, pelo direito ou afirmação da propriedade do próprio corpo, a favor dos bombeiros, professores e grevistas, etc.



Foi bonito ver todas essas diferenças em conjunto, se aceitando, se relacionando e fazendo a cidade ganhar um colorido, uma esperança de que melhores tempos virão, para maconheiros, lésbicas, gays, trabalhadores, ou tantos outros vitimados pelas violências econômicas, do moralismo, do Estado, etc. Mas, eis que estes 1500 heróis, armados de amor e inteligência, invadiram a orla de Copacabana e gritaram: “Basta!”, basta de violência contra os movimentos sociais, basta de violência contra as minorias. Estamos aqui e seremos ouvidos!



E, ao sermos ouvidos, não calaremos nossa felicidade de viver em nome de qualquer credo ou razão. Estaremos na Marcha da Liberdade, com felicidade e determinação, alegria e resistência!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tipologia da Viagem: cartografias da psiconautica

Fonte: Hempadão - Portas da Percepção

O psiquiatra checo Stanislav Grof foi um dos pioneiros no estudo da psicoterapia com LSD e é considerado por grandes autoridades na área como “mestre teórico” do “movimento”. Grof procurou usar psicodélicos como catalisadores de estados não ordinários de consciência, visando a superação de conflitos psicodinâmicos e o contato com realidades invulgares, entre elas, muitas das quais eram procuradas e experienciadas por antigos iogues, xamãs e místicos. Sendo assim, Grof desafiou o padrão de pensamento típico do ocidente, falando cientificamente e fenomenologicamente de meditação, identificação com o cosmo, transcendência, vidas passadas, experiências fora do corpo, premonição, fenômenos paranormais, etc., associando sua nova visão com os avanços da física de partículas e com o paradigma holográfico (e suas variantes).

Se não podemos falar de uma realidade última ou da totalidade do cosmos a partir de um único modelo de ciência, conforme os estudos de Grof, Jung, etc., nos mostram, então qual são nossas possibilidades para falarmos dos estados alternativos de consciência? Para Grof, é necessário falar dos mapas, da cartografia da alma, buscando ao máximo a proximidade com a totalidade (holos), isto é, levando em conta as infinitas interconexões entre ser e mundo. A tipologia da trip com psiquedélicos se configura, de acordo com Grof, em 4 distintos tipos de experiências (diferenciação didática), sendo descritas como:
 
 
- Estéticas ou Abstratas
- Psicodinâmicas, biográficas, rememorativas
- Perinatais
- Transpessoais
 
 
As experiências estéticas são muito comuns, e levam o psiconauta a alterações da sensação e/ou percepção. De acordo com Grof, em “Além do cérebro”, “Nada percebi neste nível de estados psicodélicos que resistisse a uma interpretação numa linguagem estritamente newtoniana-cartesiana”. Em outros momentos, considera a experiência estética de pouca valia, o que nos leva a pensar em certo preconceito do psiquiatra em relação ao que Carl Gustav Jung (1875-1961) chamou de “função sensação”, que seria uma das funções através da quais percebemos e organizamos o mundo interno e externo. A função sensação se caracterizaria, como diz o suíço, em suas palestras de Tavistock, de 1935, por responder a pergunta: “O que é”, sendo uma função a-racional, tendo finalidade identificatória. Ao desconsiderar a lógica das sensações, Grof permanece preso também a determinada limitação conceitual. Consideramos que o vislumbre de outros modos de sentir, ver ou perceber, podem levar o psiconauta a outros territórios ou fluxos que dificilmente poderiam ser experimentados sem os psiquedélicos.
 
 
As experiências que ele denomina como psicodinâmicas, são relativas à resolução ou ao ato de reviver conflitos psicológicos relevantes, deste modo, mostrando o fabuloso potencial dos psiquedélicos para a prática psicoterapêutica. Quem já passou por essa experiência, sabe com que facilidade os enteógenos nos colocam cara-a-cara com os conflitos mais importantes de nossa vida num determinado momento, conflitos os quais muitas vezes não queremos ver, ouvir, resolver ou pensar sobre. Este nível da experiência foi muito valorizado, p.ex, por Albert Hoffman ao considerar as potencialidades do LSD nos estudos e terapias psicológicas.
 
 
No que se refere às experiências perinatais, às quais, confesso, não estou habituado, por não ter uma ampla vivência deste nível, pode-se dizer que foram observadas por Grof a partir da prática clínica, assim como teoricamente influenciadas pela visão pós-psicanalítica de Otto Rank. Ele concedeu grande importância na estruturação da personalidade aos traumas do nascimento. Grof acreditava que o nível perinatal, desconsiderado pela maioria das psicologias, era um nível de relação entre as experiências pessoais e as transpessoais, onde haveria grande mistura entre padrões arquetípicos e fenômenos bio-físicos. Ela está ligada intimamente a nascimento e de que forma este se deu, mas também está relacionada a como lidamos com padrões de “morte-nascimento”, padrões intimamente ligados a ritos de passagem.
 
 
Finalmente, o nível transpessoal seria caracterizado por fenômenos que normalmente patologizamos, isto é, consideramos como “doentios” ou simplesmente loucos. Neste nível podemos incluir contato com espíritos, entidades, paranormalidade, sensação de fusão com o cosmos, com outras pessoas, telepatia, vidas passadas, dentre outros. Embora a ciência ocidental tenha descartado estes fenômenos como doenças, inverdades ou simplesmente os ignorado, sendo incapaz de explicá-los, a filosofia oriental teve uma visão ampla e satisfatória de muitos deles, saber que influenciou sobremaneira pensadores como Stanislav Grof, Timothy Leary, Alan Watts, Aldous Huxley, Richard Wilhelm, etc.
 
 
Pergunto aos leitores: em quais níveis de experiências vocês já surfaram? Em algum deles conseguiram observar um desenvolvimento duradouro em suas próprias personalidades?

Vitória no STF: Marcha da maconha não é apologia e está permitida!

Saiu no O Globo (impresso e virtual), Hempadão, Coletivo DAR, UOL notícias, e por ai vaí, tá em toda parte!

A vitória dos guerreiros da liberdade foi transformada em votos no Supremo, transformada na reiteração de direitos democráticos, que pareciam, tantas vezes, perdidos por uma falácia autoritária, dita por juizes e religiosos de direita.

O Hempadão fez toda uma matéria sobre a histórica decisão do STF, em alguns capítulos, e merece ser lida, vista ou ouvida.

Alguns links para o leitor voraz:

Aspilão Especial: Supremos Tribunal Federal e Marcha da Maconha em Tiras

Hemportagem: Vitória da Marcha da Maconha é vitória da liberdade


Celso de Mello com jingle da marcha da maconha - grande vitória



Campus da Universidade Federal de Pernambuco é palco de aula sobre cultivo da maconha

Fonte: OGlobo

RECIFE - O campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi utilizado nesta segunda-feira à tarde para um aula, no mínimo, inusitada: como se cultivar um pé de maconha. A chamada "Oficina de Cultivo de Cannabis" teve 60 "alunos" e foi ministrada pelo antropólogo Sérgio Vidal, autor do livro "Canabbis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor", lançado à noite em Recife. Durante o evento na UFPE, quinze volumes foram comercializados. 

O oficina começou no hall do Centro de Arte e Comunicação (CAC) da UFPE, mas a pedido da diretoria do curso foi transferido para um local ao ar livre, a apenas cinco metros da área onde a aula prática havia começado. De acordo com o Secretário do CAC, Inácio Silva, essa foi a melhor solução para evitar o conflito entre a universidade e os adeptos da maconha: 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

MARCHA NACIONAL DA LIBERDADE - RIO

"Pois paz sem voz não é paz. É medo."

18 de Junho de 2011 - 14h - Praia de Copacabana

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e

de comunicação, independentemente de censura ou licença;"

"Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;"

Constituição Brasileira de 1988.

Como podemos assistir calados, em pleno Século XXI, quase 30 anos após o fim da Ditadura, os direitos fundamentais de Liberdade de Expressão e de Liberdade de Reunião ainda sendo violados no Brasil?

Quando Barack Obama veio ao Rio, 13 pessoas que protestavam contra sua visita (incluindo uma senhora de 67 anos) foram aleatoriamente presas pela polícia e levadas sem julgamento para uma prisão de segurança máxima. Só foram libertadas depois que ele voltou aos EUA.

Em grande parte do país duas pessoas do mesmo sexo não tem liberdade para expressar afeto sequer dando as mãos sem correr o risco de serem agredidas ou mesmo assassinadas.

Seguidores de religiões de matriz africana muitas vezes não têm liberdade para expressar sua fé sem serem hostilizados.

Na cidade, no campo e na floresta as pessoas têm medo de denunciar crimes. As que enfrentam esse medo lutando pela comunidade e pela humanidade muitas vezes o fazem sacrificando a própria vida.

Músicos de rap, funk e hip hop frequentemente são marginalizados quando se expressam. Como disse um MC preso por apologia ao crime: "Eu lá vou falar sobre a moça bonita de Ipanema que vem e que passa?? Eu vou falar é do Caveirão, que entra aqui na favela atirando pra tudo quanto é lado!!".

Nossos bombeiros tiveram seu direito de reunião chamado de formação de quadrilha e 439 deles foram presos. Se não fosse o apoio massivo da população certamente ainda estariam encarcerados.

No Rio de Janeiro, mês passado, ativistas da Marcha da Maconha chegaram a ser detidos distribuindo um panfleto informativo.

Em SP um juiz no último minuto decidiu que discutir mudanças na legislação é fazer apologia ao crime e proibiu a Marcha da Maconha SP.

A Liberdade de Expressão e a Liberdade de Reunião foram revogadas lá à base de cassetete, tiros e bombas, levando o caos à região da Avenida Paulista. Manifestantes pacíficos, jornalistas e transeuntes foram covardemente espancados pela polícia.

Decidiu-se então convocar um novo ato. Os mais diversos segmentos da sociedade civil se reuniriam para realizar uma semana depois a MARCHA DA LIBERDADE.

O mesmo juiz então, novamente no último minuto do expediente judiciário, proibiu a Marcha da Liberdade alegando ser uma "Marcha da Maconha disfarçada".

O governador de SP não teve alternativa e teve que descumprir a ordem judicial. Mandou centenas de policiais não para reprimir a manifestação mas para garantir a segurança, como determina a lei.

Vimos então um espetáculo de humanidade. MIlhares de pessoas, juntas e misturadas, com cartazes, flores e roupas coloridas, sem carros de som e nem palavras de ordem, caminhando e cantando pela Liberdade.

Porém a Marcha da Liberdade não foi inteiramente livre. A polícia paulista avisou que qualquer um que sequer mostrasse ou pronunciasse palavras como "Maconha" ou "Aborto" seria imediatamente preso. Diante disso foi convocada para o dia 18 de Junho a MARCHA NACIONAL DA LIBERDADE, que vai acontecer simultaneamente em quase 40 cidades do país.

Vamos esperar mais palavras serem proibidas? "Moradia"? "Transporte"? "Saúde"? "Educação"? “Emprego”? Sem liberdade de expressão e de reunião não pode haver democracia.


A Marcha da Liberdade Rio apóia toda e qualquer causa que lute pela liberdade de todos de se expressarem e se reunirem em nome daquilo que acreditam ser justo. Lembrando apenas que liberdade de expressão não pode ser confundida com direito de incitar a discriminação e o ódio.

Estamos de volta às ruas, juntos, pedindo: paz, amor e LIBERDADE.

Coletivo Marcha da Liberdade Rio.

Em casa somos um. Juntos somos todos.

Participe. Traga flores, instrumentos, seu desejo pela liberdade e junte-se.

Posto 6 em Copacabana às 14h dia 18 de junho, sábado.

Mais informações -

nubio@nubio.com.br

isismaria@foradoeixo.org.br

http://www.facebook.com/event.php?eid=176587495729357

terça-feira, 14 de junho de 2011

Marcha da Maconha entra na pauta do Supremo


Por Rodrigo Haidar


O Supremo Tribunal Federal deve decidir, na quarta-feira (15/6), se os cidadãos podem organizar marchas com o objetivo de chamar a atenção para o debate em torno da descriminalização do uso de drogas. Foi colocada na pauta de julgamentos da Corte a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 187) ajuizada pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat.

A ação foi ajuizada em julho de 2009, quando Deborah ocupava interinamente o cargo de procuradora-geral da República. Na prática, o Supremo irá decidir se organizar as chamadas marchas da maconha, que vêm ganhando cada vez mais espaço no país, é o mesmo que fazer apologia ao uso de drogas. O relator da ação é o decano do tribunal, ministro Celso de Mello.

O debate deve girar em torno de três princípios constitucionais caros à sociedade: o direito de liberdade de reunião, proteção das minorias e a garantia de exercer a livre manifestação do pensamento. O ministro Celso de Mello admitiu dois amici curiae no processo. A Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) e o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), que se manifestarão no julgamento.

A revolução como estado de consciência alterada

Por Henrique Carneiro
Fonte: Coletivo Desentorpecendo a Razão

Um dos aspectos mais notáveis da onda revolucionária que se espalha desde o início de 2011 é seu caráter epidêmico. Essa palavra, de origem grega, quer dizer “sobre o povo”, como algo que atinge a todos de maneira praticamente involuntária, algo superior até mesmo a uma “vontade” particular ou egoística que se eleva como um arrebatamento, uma força superior que muda completamente a vida cotidiana, rompe a rotina dos dia-a-dia e cria um amálgama moral entre as pessoas. É uma forma de contágio, portanto, lembrando que antes da idéia de contaminação por uma doença, a noção de epidemia tinha um sentido dionisíaco, pois era assim que se denominava na Grécia antiga a conversão coletiva aos ritos convulsivos e ruidosos do deus da ebriedade.

É como uma embriaguez, portanto, que se manifesta esse contágio epidêmico da disposição revolucionária, cuja propagação é mimetizada e emulada por meios de comunicação em redes que se propagam não só por TV, rádio ou boca a boca, mas por uma difusão midiática nova das chamadas “redes sociais” da Internet, particularmente o twitter, onde ocorrem fenômenos virais com as mensagens que podem ser replicadas a milhares de outros emissores.

A disposição de luta que nasce com uma velocidade espantosa em povos acostumados por décadas de passividade e inação impressiona por sua intensidade psicológica que advém de um impacto moral, uma reverberação social de ondas de indignação, de sensações de que chegou o momento do basta. O auto-imolado suicídio de Mohamed Bouazizi na Tunísia, em 17 de dezembro de 2010, fez parte de uma onda de atos semelhantes que além dos desesperos individuais simbolizou o esgotamento psicológico de muitos povos num mesmo momento. Essa sincronia, esse cosmopolitismo, essa natureza culturalmente febril e viral de uma sequência de rebeliões criou ondas de choque que já atingiram, de imediato, o Mediterrâneo, levando para a Espanha, Grécia, Portugal e outros países levantes sociais de caráter semelhante: ações de rua, ocupações de praças, uso de mídias e redes de comunicação – tudo será filmado e colocado on line – e articulações que recusam o espaço institucional tradicional. Países como a China sentiram o risco e proibiram menções à Praça Tahrir. Lá, onde a Internet mais cresce e mais é controlada, a maior fortuna do país é a Baidu, equivalente chinês do Google, criada por Robin Li, que teve sua empresa como a primeira chinesa a entrar na Nasdaq.

domingo, 12 de junho de 2011

Entrevista com Antonio Escohotado - PARTE I

Entrevista com Antonio Escohotado, parte I de II.


Tradução: Fernando Beserra
Fonte em espanhol: La paradoja de la percepción




Conselho do Avô Psicodélico



                                   
Antonio Escohotado, autor de Historia General de las Drogas e um dos homens que mais tem estudado o tema de sua ilegalidade fala com LOFT sobre tudo o que não está bem com o sistema, prediz o futuro das drogas e comparte suas aventuras no mundo da inspiração narcótica.




Antonio Escohotado é um professor de filosofia e metodologia das ciências sociais na Universidade Nacional de Educação a Distância em Madri, que escreveu os três tomos sobre a história geral das drogas. Neste ano acabam de compilar suas três obras em um só tomo de 1542 páginas. Seu trabalho se converteu em um dos recursos de informação mais usados pelos interessados na temática das drogas. Escohotado é um avô psicodélico da Espanha, o que mais sabe sobre o tema, o que provou tudo e conservou a sanidade para nos contar. Um sábio para muitos, um charlatão para outros. Até de perigoso foi catalogado. E se o é, é porque suas idéias são convincentes e porque vão contra muitas das posturas dos policemakers dos últimos tempos em relação à regulação das drogas. A seus 62 anos, Escohotado segue usando a heroína para inspirar-se e o tabaco para viver. Em vez de palavras etéreas e argumentos descabelados (como poderia esperar-se de um veterano heroinômano) Escohotado utiliza sua dicção sofisticada e uma razão contundente para expressar sua crítica a forma em que é percebido atualmente o problema das drogas. Sua mente é audaz, perspicaz e, sobre tudo, prolífica. Tem escrito vários ensaios com matizes antropológicas e filosóficas. Entre eles “Realidade e substância”,”Da physis a polis”, “Majestades, ccrimenes y victimas”, “El espiritu de la comedia” – que foi celebrado com o “Premio Anagrama de Ensaio-“, “Rameras y esposas” e “La cuestión del cáñamo”. Com LOFT compartilhou sua doce maneira de ver o mundo.




Existe hoje algum problema com as drogas que não existia antes à humanidade?


Talvez o da sobre-abundância, porque por cada substância psicoativas antiga, hoje podem haver milhares. Isto cria, desde um ponto de vista positivo, muito mais meios para controlar e dirigir seus sentimentos e suas percepções, e, por outro lado, muito mais alarme social. É como o medo que podia gerar a aparição do livre pensamento no século XVII.


Marcha da Maconha na pauta do Supremo Tribunal

Fonte: Hempadao

por Renato Cinco
Galera,
Uma grande vitória da liberdade de expressão está próxima!
Pela primeira vez nossa coluna tem uma notícia nova. Pois como vocês sabem nosso papel aqui não é noticiar, mas fazer obsERVAções sobre as notícias.
Porém, agora a pouco recebi um telefonema do Mauro Chaiben, advogado da Marcha de Brasília, me avisando que uma das nossas ações (ADPF 187) no Supremo Tribunal Federal está pautada para ser votada na próxima quarta-feira, 15 de junho.

Esta ação tem como objetivo fazer com que o Supremo determine que é inconstitucional perseguir a Marcha da Maconha ou qualquer outro movimento que defenda a legalização das drogas.
A votação pode ser adiada, mas se rolar mesmo provavelmente será uma grande vitória, pois nenhum juiz poderá proibir a Marcha e nenhum dos nossos militantes poderá ser ameaçado de processo, como está rolando em Jundiaí.
E vamos twittar: “#LiberdadeSativaLover Grower não é traficante! Regulamentação já do cultivo para consumo próprio! #legalize”