sábado, 19 de novembro de 2011

Fernando Beserra fala sobre internação compulsória

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Chamada: AMANHÃ - DIA PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA RJ e SP

Caros militantes pela legalização da maconha,

Amanhã (18/11) é nosso
DIA!

A partir das 13h no Largo de São Francisco, em frente ao IFCS, campus da UFRJ (pertinho do Metrô da Uruguaiana) estaremos em concentração para sair em passeata às 16h20min em direção à Cinelândia. Lá, em meio ao Ocupa Rio, teremos uma exibição do já histórico filme Cortina de Fumaça, uma roda de debates e um ensaio improvisado do bloco Planta na Mente (a banda está de férias mas os músicos vão se reunir especialmente para o Dia).

O Dia pela Legalização da Maconha é uma iniciativa do Movimento pela Legalização da Maconha-MLM apoiada e abraçada pelo Smoke Buddies #SB e pelo Planta na Mente. É apenas a primeira edição da maior manifestação pela legalização da maconha do segundo semestre, que se espera cresça a cada ano, como a Marcha da Maconha. A ideia já transbordou o Rio de Janeiro e um ato semelhante vai ocorrer amanhã em São Paulo também.

Todos os que lutam pela legalização devem ir protestar contra casos revoltantes como a condenação de Sativa Lover e a permanente ameaça de prisão que os ativistas cultivadores sofrem. Todos devemos protestar contra a criminalização dos movimentos sociais que teve como grande exemplo recente a repressão violenta ao movimento estudantil da USP, que radicalizou seus protestos após atos de truculência contra usuários de maconha.

Todos que lutam pela legalização também devem celebrar esse ano histórico na nossa luta, com vitórias conquistadas nas ruas que ecoam nos tribunais. O Supremo Tribunal Federal "proibiu proibir" e jogou um grande balde de água fria nos amantes da censura e da repressão, aqueles que protagonizaram as tristes cenas da primeira Marcha da Maconha de São Paulo esse ano e que vinham impedindo nosso direito constitucional de organização política em diversas cidades.

Sem sequela! Todos às ruas!

Dia pela Legalização da Maconha

13h
- concentração
- exposição surpresa da galera do #SB
16h20min
- Início da passeata
- Trajeto: Largo de São Francisco - Ruo do Ouvidor - Rua Uruguaiana - Rua da Carioca - Rua Treze de Maio - Cinelândia
18h
- exibição do filme Cortina de Fumaça
- debate sobre a legalização no #OcupaRio
- Ensaio aberto do bloco Planta na Mente

Evento no Facebook
http://www.facebook.com/groups/175533162520878/203211826419678/?ref=notif&notif_t=group_activity


sábado, 5 de novembro de 2011

Arte Visionária

Tenho realizado estudos na chamada "arte visionária" e me encantado cada vez mais a cada dia. Daí o post no Hempadão, também publicado aqui, sobre arte visionária e enteogenos. Daqui a pouco sairá um artigo, que pretendo postar aqui e no meu novo blog sobre psicologia complexa. Seguem algumas imagens do pintor Brigid Marlin, guiado por Ernst Fuchs (Escola de Viena do Realismo Fantástico), e que tem sido mais um expoente da arte visionária.



Abraços e até a próxima.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Desembargador do TJ/RS e Ministério Público RS processam coletivo Princípio Ativo

Verdadeiro absurdo! O Coletivo Princípio Ativo (PA) do RS, um dos importantes coletivos antiproibicionistas brasileiros, está sendo processado por uma crítica realizada a um desembargador choroso, que não aceitou as críticas e tratou de processar o coletivo. Infelizmente a liberdade de expressão ainda tem muito, mas muito mesmo, o que avançar no Brasil. Quer dizer, se se tratar de um pobre, a liberdade de expressão ta valendo, mas se for a um membro do judiciario a história é outra. A igualdade parece estar bem longe mesmo.


Lamentável. Segue a reportagem no site do PA.


Todo apoio ao Coletivo Princípio Ativo!


No ano de 2010, como de praxe, o coletivo Princípio Ativo, por meio de seus advogados, impetrou habeas corpus (salvo conduto) para que a Marcha da Maconha ocorresse com tranquilidade, dentre os tais marcos legais teoricamente previstos na Constituição Federal de 1988.


Contudo, o juiz à época, Sr. Ícaro, indeferiu (negou) o HC, sob a alegação de que a realização da Marcha da Maconha, por si só, incentivaria o uso da erva, bem como caracterizaria, sim, apologia ao crime. E a história não parou por aí…


Naquele ano, recorremos da decisão, e em segunda instância (TJ/RS) foi-nos concedido o salvo conduto, com argumentos semelhantes ao da decisão do STF – e a Marcha da Maconha 2010 foi ótima e sem ocorrências.


Neste meio tempo, entre uma decisão e outra, publicamos em nosso sítio na internet um pequeno artigo criticando a decisão de Vossa Excelência, Sr. Ícaro, que hoje está Desembargador aqui em terras guascas.


Inconformado com a crítica produzida pelo grupo, o Sr. Desembargador registrou Termo Circunstanciado (TC), alegando ser vítima de “injúria e difamação”. O MP/RS, então, ofereceu denúncia contra os réus – neste caso, Leonardo Günther (como integrante que assina a inscrição do site) e Pedro Gil (como susposto autor do artigo) por crime contra honra de funcionário público no exercício da função (!).

Na última segunda-feira, dia 24.10.11, ocorreu a primeira audiência, com a proposta de suspensão do processo proposta pelo MP/RS. O juiz acolheu a denúncia sem ao menos lê-la – valendo dizer que, amparado em portaria flagrantemente inconstitucional baixada pelo diretor geral do Fórum Central de Porto Alegre, a audiência não foi pública.


Apoiadores do Princípio Ativo e de outros movimentos sociais tentaram acompanhar a audiência e foram impedidos de presenciar a mesma, sob forte repressão dos seguranças do Fórum.


Frente ao ocorrido, o Princípio Ativo repudia toda a forma de tentativa de criminalização dos movimentos sociais produzidas pelo Estado, em especial do Poder do Judiciário e do Ministério Público – este último com histórico (vergonhoso, diga-se) de tentativas de desmantelar movimentos sociais no estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Brigada Militar, dupla esta que ainda segue atuando.




Diante deste cenário, pergunta-se: num Estado de Direito, dito Democrático, não é permitido a crítica às decisões de autoridades do judiciário? Sendo assim, o desembargador que cassou a decisão do juiz singular também o teria difamado e injuriado? E aqueles que escreveram livros criticando a atual política de drogas no país, também merecem ser processados – uma vez que questionam (e provam) a total ineficiência da política proibicionista? Quem sabe não tenhamos também que processar o atual governador do estado, Tarso Genro, que já se posicionou favoravelmente a um diálogo sobre a falência da guerra às drogas?


Enquanto perguntas pertinentes como estas pairam no ar, a proposta de suspensão do processo feita pelo MP/RS inclui, além de reconhecermos que temos “culpa”, também as penas de 30 dias sem ausentar-se da comarca, 2 anos apresentando-se trimestralmente para justificar nossas atividades e uma cesta básica no valor de R$ 500,00 ou 3 meses de serviço comunitário.


Em escrito de 2005 publicado na seção de Cultura do jornal La Insignia, o humorista Millôr Fernandes tecia elogios ao Latim popular – vulgo palavrão. Dentre estes, um em especial, que, segundo o humorista, “te libera, com a consciência tranquila, para outras atividades de maior interesse em sua vida“. Assim ocorre que, quando indagados pelo juiz se aceitávamos a proposta, somente uma resposta nos foi possível:


- Nem fudendo, Excelência!


Solicitamos a todos os parceiros que lutam, no país, por uma outra ganja possível, que publiquem amplamente esta nota, manifestando apoio!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Enteógenos e Massificação

Fonte: Hempadão


por Fernando Beserra
Não é novidade que vivemos em uma sociedade onde alguns setores procuram nos iludir, através da comunicação de massa, de nossa suposta diversidade. Cada vez mais slogans de liberdade, inclusão e respeito à alteridade são misturados e confundidos na sociedade de consumo, com formas de controles sutis. Propagandas em uníssono travestem suas verdadeiras intenções em novas formas de comportamento cool (maneiro, fodasso). É a antiga expressão tomando vida: “O lobo em forma de cordeiro”. Não se fala do produto, mas se mostra o comportamento desejado, desejável, com a “grife” aparecendo apenas de forma rápida, no fundo, quase de maneira subliminar. Não compre, seja. Nós somos legais, compre! Somos atravessados pela propaganda e pelo fetiche, enquanto à mercadoria é agregado valor. Entretanto, o consumidor, quando passivo, ao registrar e incorporar ingenuamente estes novos modelos de comportamentos, perde o que há de mais essencial em seu ser, seu próprio sentido, o que Jung chamou de “Si-mesmo”, as tradições taoistas de “Tao”, e o misticismo cristão de “Cristo interior”. Como diz o Jesus bíblico em Lucas, ou como o repetiu tantas vezes o anarquista cristão Leon Tolstoy: “O reino de Deus está dentro de vós”. Mas somos tomados de máscaras sociais, personas, que, por vezes tão necessárias, quando identificadas a quem realmente somos, acabam tornadas vampirescas, tornando sombria aquela voz mais própria que agoniza em nossas profundezas.


Não há dúvidas que sociedades totalitárias, mesmo quando travestidas de democráticas, em seus gestos leves e tênues, desejam conquistar cada vez mais fiéis as suas bases. No caso contemporâneo o Deus que se forma e nos deforma é certamente o necessário, mas problemático, dinheiro. Entronamos ainda outro Deus que, assim como o dinheiro e as religiões instituídas, nos impede o contato com a experiência religiosa, eis seu nome: Razão. São séculos de positivismo e racionalismo e, olhe pela janela, o mundo não é um lugar melhor. Ao contrário do que previsto pelos reformadores, infelizmente o iluminismo não iluminou nossa vida, mas a tornou cinza, o cinza da fumaça do céu poluído pelo “progresso” que nunca chega, nem chegará. MP3, MP4, MP5 e BOOM. A tecnologia é muito útil, mas é incapaz de fornecer ou produzir seres humanos capazes de lidar com o potencial destrutivo dela mesma, ao contrário, dentro da cosmovisão positivista só criamos em série, em massa, seres despersonalizados, e acabamos caindo no circulo vicioso: sempre melhorando tecnologicamente e sempre decaindo em nossa imbecilização.

O leitor atento perguntará: mas o que esse cara ta falando? Onde estão os enteógenos? Antes de responder esta pergunta, gostaria de voltar a religião, a pergunta: mas, afinal, o que é religião? Pois trato aqui da religião em seu sentido originário: “religere” que significa uma acurada e conscienciosa observação do que o teólogo protestante Rudolf Otto veio a chamar de “numinoso”. As tradições “religiosas” que defendem a risca seus dogmas se colocam, logo, frontalmente contrários a atitude religiosa, pois sabem com clareza que se seus fiéis olharem de forma acurada para o numinoso, o próprio dogma será transformado. Nas palavras do Papa da contracultura, Dr. Timothy Leary: “É o meu trabalho corromper pessoas jovens com a infecciosa e contagiosa idéia de liberdade individual. É o meu trabalho encorajá-lo e empoderá-lo a pensar por si mesmo e questionar a autoridade”[1]

Todavia, se nos esforçarmos pela contraposição à massificação, nosso comportamento poderá ser tudo, menos somente racional. É preciso que nos individuemos, tornemos aquilo que realmente somos, nossa unicidade última e irrevogável, a realização de nosso mais pessoal e rebelde a toda comparação. Para isso, o caminho é árduo, e a conversa com a nossa voz interior mais do que necessária. Ao olhar numa experiência enteogênica para Deus, para esta realidade numinosa, tão apavorante quanto bela, que nos entorta, nos faz perder as bases, da razão e da irrazão, do em cima e do embaixo, ficamos a imaginar o quão pequeno somos, quanto caminho ainda nos falta para entender o que se passa. Existe ainda uma abertura para uma liberdade incrível, e se pudermos aproveitar essa liberdade com responsabilidade, poderemos ampliar nossa autonomia refletindo positivamente nossa alma no mundo.

Resgatar as antigas tradições de uso das plantas de poder não é banal. Temos uma enorme responsabilidade diante de nós. Quem não quiser segurá-la e fazer parte desta jornada, que retorne a novela das 8, mas jamais conhecerá o oito invulgar e olhará em sua nudez seu defeitos e faltas, suas virtudes e potencialidades, e aproximar-se-á do trajeto único, acausal e indeterminável. O uso de enteógenos certamente não é o único caminho, mas eles são hoje agentes de cura de nossa doença social, mas apenas se formos capaz de integrar as mensagens advindas do inconsciente, se formos capazes de superar ao mesmo tempo o individualismo narcisista e a massificação coletivista. Eis a nossa hercúlea obra, eis a magna obra.


[1] - Its my job to corrupt young people with a contagious infectious idea of individual freedom. Its my job to encourage you and empower you to think for yourself and question authority.

Uma visão Xamã - parte II

Fonte: Hempadão

por Chaos Baby


Hoje damos continuidade ao assunto iniciado na semana passada. Leia a primeira parte aqui!


Tais estados que já observamos em vários outros artigos, onde já demos uma rápida olhada dentro da percepção de Stanislav Grof a respeito das crises transformacionais, emergências espirituais e tipos de viagens que podemos ter com o auxílio do enteógeno. Ainda a explicação do universo de Dom Juan, por Víctor Sánchez:


“As emanações normalmente alinhadas são conhecidas como a consciência normal, o Tonal, o lado direito, etc. Dentro da banda do homem fica um grande número de emanações acessíveis, mas descartadas, que permanecem como possibilidade latente ainda que geralmente ignorada durante toda a vida, aquelas que fazem a ante sala do conhecido. As emanações além da banda do homem constituem propriamente o desconhecido e jamais são alinhadas no contexto de pessoas comuns. A ela dão o nome de Nagual, a realidade a parte, o lado esquerdo, etc. Parte do trabalho de Dom Juan e seu grupo de guerreiros (brujos - xamãs) se focava no desenvolvimento da habilidade de alinhar e perceber tais emanações.”

Dito isso, é importante lembrarmos que em estados alterados de consciência, ou em autos níveis dentro do circuito da consciência (ver os oito circuitos da consciência de Timothy Leary), nós não apenas acessamos a ante sala desse mundo totalmente desconhecido, o Nagual, como temos acesso a emanações e vibrações energéticas totalmente desconhecidas, como ao Nagual propriamente dito, dentro desse paradigma. Dentro dos ensinamentos de Carlos Castañeda, nós podemos mudar esse foco de percepção para outros pontos, o que não é uma tarefa muito simples, mas que ao fazê-lo nós podemos esperar que uma enorme mudança se faça em nossas vidas. Coisa que já estamos carecas de saber que na medida em que temos experiências com os enteógenos é muito provável de que uma mudança, grande ou pequena, seja feita em nossa forma de ver o mundo, a vida, nós mesmos, as pessoas ao redor, etc. Porém, há algo que chama muito a atenção que é a necessidade de reorganizarmos nossa percepção e nos prepararmos para o recebimento dessas visões ou experiências, de modo que elas façam sentido para nós, ou do contrário isso será apenas uma visão do caos, completamente sem sentido, que mais confunde nossa mente do que traz algum desenvolvimento em si mesmo. O que talvez possa acontecer com muitos de nós que experimentam tais estados, como um sonho bom, ou nem tanto, que teve à noite, ou como uma maneira de fugir da realidade tendo divertidos estados alucinatórios, amando ou se deleitando com a loucura sem tirar nenhum proveito dela, ou simplesmente deixando de lado todo o potencial de transformação e cura que tais estados podem nos acometer.


O que acontece muitas vezes é que vemos o estado alterado e todas as visões daquela realidade como um simples “efeito” alucinatório, e não propriamente como algo real. A mesma coisa se dá com os nossos sonhos, que são importantes mensageiros de nosso real estado interno e que muitas vezes jogamos ao lado e dizemos: “foi só um sonho”. Quando invalidamos a nossa experiência, quando pensamos algo como “bem, isso foi só um efeito” ou “isso é só um sonho”, nós retiramos todo o valor e peso espiritual que aquela experiência tem e a vemos como um simples entretenimento. E ao mesmo tempo em que a experiência tem em si um grande peso espiritual, ela também não pode ser levada com muita seriedade, a pessoa tem de ser fluida e leve para poder receber todo o material instrutivo e transformador da experiência, aprender a fazer um movimento constante e sucessivo entre apego e desapego. Teoricamente isso pode soar muito confuso, mas para aqueles que já estão acostumados com práticas meditativas, yoga, estados alterados de consciência, transe ou qualquer tipo de trabalho espiritual, esse movimento, essa leveza e manejamento da própria percepção e do valor intrínseco de experiências extra-sensoriais ou extraordinárias, não causam nenhum tipo de obsessão ou qualquer transtorno indesejável, tampouco é apenas uma questão de diversão e entretenimento, tendo assim a habilidade de retirar o que lhe é útil e aguardar o momento certo de se estar pronto para compreender todo o processo ou aquilo que acabou passando despercebido. Como meu amigo muito sabiamente me disse: “Se uma pessoa está precisando alterar seu estado de consciência para se divertir, então tem algo de muito errado aí!”

Todos nós somos livres para fazer o que bem entendemos, Stanislav Grof defende que até o vício em alguma substância leva a pessoa para uma emergência espiritual, embora eu penso que podemos pegar outro atalho, ao invés do fundo do poço que as drogas levam um adicto, para nos desenvolvermos como ser. Nós podemos nos conscientizar do poder exercido pelas plantas e termos mais responsabilidade, não somente com o seu uso, mas com todos ao redor. Devemos observar que a partir do momento em que estamos em estado alterado ou extático, nós estamos abrindo nossa consciência e percepção não apenas para um “sonho”, mas para um mundo vívido e real, ou vários novos mundos, que nos levarão encontrar não apenas as respostas que precisamos, mas o verdadeiro rio da criatividade, as resoluções necessárias, as mudanças requeridas, a cura para nosso espírito, o contato com os deuses, com a vida, com a natureza em si mesma. Podemos nos manter abertos e conscientes, prontos para aquilo que está por vir, para o aprendizado que invariavelmente receberemos. Por isso enfoco tanto em nossa responsabilidade e abertura para experimentar não apenas o que nós já conhecemos, mas também para nos deixarmos nutrir e perceber o desconhecido, para nos sintonizarmos e realmente fazermos algo de útil para com nós mesmos e com o mundo.


“O poder está no tipo de conhecimento que se tem. De que adianta saber coisas inúteis? Elas não vão nos preparar para o encontro inevitável com o desconhecido” – Carlos Castañeda.

São Paulo: Sessão Solene em homenagem ao cinquentenário da União do Vegetal


Mestre Geral Representante da UDV e o presidente do Centro estiveram presentes na Sessão Solene / Foto: Ivanir de Oliveira
Ocorreu no dia 10 de outubro, às 20 horas, na Asssembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sessão solene em homenagem ao cinquentenário do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal, UDV.


A Sessão foi proposta pelo Deputado Gerson Bittencourt – PT – SP – e, dentre outras autoridades, contou com a presença do Vereador “Zelão – PT – SP”, que prestigiou a solenidade. “Zelão” propos igual homenagem à UDV na Câmara dos Vereadores da Cidade de São Paulo.


Representando a UDV, falando em nome dela e recebendo a homenagem, estiveram presentes o Mestre Geral Representante Francisco Herculano de Oliveira; o Presidente da Diretoria Geral, mestre Flávio Mesquita da Silva; o Mestre Central da Terceira Região, Victor Luiz de Figueiredo Martins, que descreveu um pouco da evolução da UDV na terceira região:

A história da UDV na nossa Região teve início com a criação do Núcleo Samaúma, em 1972, quando havia apenas a Sede Geral, em Porto Velho, e o Núcleo Caupuri, em Manaus. Ainda não se passara um ano do desencarnamento de Mestre Gabriel (24/09/1971) e já começava a se cumprir a sua palavra a respeito da expansão da União do Vegetal, no Brasil e no exterior.
Com a fundação do Núcleo Samaúma também se criou a Região Sul, sendo o Mestre Raimundo Pereira da Paixão designado como Mestre Central. Posteriormente, com o surgimento de Núcleos em outros pontos do Brasil, houve a necessidade tanto da criação de novas Regiões como a sua reorganização, quando então recebemos a designação de Terceira Região.
Até 1996, além de M. Paixão, ocuparam o lugar de Mestre Central, sucessivamente, os Mestres Luiz Felipe Belmonte dos Santos, Clóvis Cavalieri Rodrigues de Carvalho e Deivanir Alves Medeiros. Em 1997, quando a Terceira Região cobria uma extensa área do país, que abrangia de Campo Grande (MS) a Porto Alegre (RS), fez-se necessário o seu desmembramento, com o agrupamento de alguns núcleos naquela que passou a ser a Nona Região. Esta se compôs de quatro Núcleos (Lupunamanta, Rainha das Águas, Alto das Cordilheiras e Rei Davi) e teve como Mestres Centrais os Mestres Reinaldo Osmar Pereira e Genis Garcia Pereira Júnior.
Em 1998 foi feita nova reorganização: estes quatro núcleos voltaram a integrar-se à Terceira Região, então sob a administração do Mestre Fábio Angelino Fortunato, e os núcleos dos estados do Sul do país (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), que até então eram da Terceira Região, passaram a compor a nova 9ª Região.
Mestre Fábio, exerceu o cargo de Mestre Central da Terceira Região de 1997 a 2003, quando foi sucedido pelo Mestre João Luiz Cotta Neto que, em 2009, foi sucedido por mim, atual Mestre Central.
Hoje a 3ª Região da UDV conta com mais de 1.400 sócios, distribuídos em 14 Núcleos. Núcleo Samaúma, em Araçariguama/SP; em Campinas os Núcleos Lupunamanta, Alto das Cordilheiras e Princesa Encantada; em Caldas/MG o Núcleo Rainha das Águas; Em Mairiporã/SP os Núcleos São João Batista, Rei Divino e Menino Galante; em Arujá o Núcleo Castanheira; em Mogi das Cruzes o Núcleo Rei Davi; em Itapecerica da Serra o Núcleo Divino Manto; o Núcleo Estrela Encantadora em Piracicaba/SP; O Núcleo Grande Ventura em Jarinu/SP, e o Núcleo Estrela Bonita em Bertioga/SP.


A Conselheira Ilka Boin, também componente da mesa representativa, explanou a respeito das ações da UDV na preservação da natureza, fundamentalmente pela Assoc. Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico e, das ações beneficentes em prol do ser humano, da população residente em regiões próximas aos núcleos, realizadas pela UBEM em Campinas e pela Lar Sama em Araçariguama


A presença significativa dos filiados e familiares foi destaque no evento, confirmando e retribuindo o reconhecimento público a esta Religião que traz consciência e religa seus seguidores a Luz, à Paz e ao Amor, seu símbolo maior.


O Canal de TV da Câmara, exibirá a íntegra da gravação da Sessão no próximo dia 15, sábado, dia do Mestre, às 21 horas. A sintonia também poderá ser feita no canal 66 da TVA, 07 (digital) ou 13 da Net, ou ainda no canal da própria Alesp via Net no endereço: http://wwi.al.sp.gov.br/web/altv/alesp.asx

Sorvete de Maconha chega ao Brasil

A matéria é ruim, fala absurdos como considerar a maconha "alucinógena", além de falar coisas do tipo "viciados" em cannabis. Entretanto, a notícia vale a pena. Será que a nova moda pega?

Fonte: Mania do Saber

Parece que agora vamos ter uma novidade no mercado de sorvetes e esse novo sabor é um daqueles que vai causar muita repercussão. É o sorvete de maconha que foi liberado no Brasil.

sorvete maconha Sorvete de Maconha liberado no Brasil

A idéia de lançar o sorvete de maconha vem com dois principais objetivos: O primeiro é tentar diminuir o preconceito sobre a planta de maconha que pode e é usada no tratamento de diversas doenças, como por exemplo o câncer.

 E o segundo objetivo é a questão de ajudar os viciados em maconha a superar a abstinencia, teoricamente com o sorvete de maconha os viciados poderão aliviar o seu nervosismo e a vontade de consumir a droga através do sorvete de maconha.

As mães, pais e os mais conservadores podem ficar tranquilos pois o sorvete de maconha que foi liberado no Brasil não contem o principio ativo da maconha, o THC (Tetraidrocanabinol), substancia responsável por causar os efeitos alucinógenos e psicotrópicos da droga.

 Em outras palavras o sorvete não causer nenhum dos males que a maconha causa, vai ser apenas um sorvete normal como qualquer outro.

E pra quem gostou da idéia o sorvete de maconha está previsto para chegar no final do ano em estabelecimentos que comercializam sorvete originalmente, como sorveterias, restaurantes, padarias e ele vai vir com algumas versões para melhorar o sabor e agradar todos os gostos. Algumas das versões serão com pedaços de chocolates, menta e pistache.

Parece que o novo sabor anda vai dar o que falar aqui no Brasil, mas agora só nos resta esperar a chegada dele para vermos qual o tamanho da polemica.

 E você o que acha do novo sorvete de maconha?

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

República Tcheca entre no mapa da Maconha Medicinal

Fonte: Hempadão


Imagine uma caravana que atravessa os cinco continentes derrubando a proibição das drogas. Velhos conceitos proibicionistas são despejados no ralo após uma vitória acachapante do racionalismo e da ciência. Um sonho, né? Pois essa onda verde está chegando na Republica Tcheca, que já tolera o cultivo de até cinco pés de cannabis para uso pessoal.

Por lá está sendo preparado um projeto de lei para regulamentar a produção e comercialização da maconha para uso medicinal. O modelo proposto pelos tchecos é similar ao adotado na Califórnia, com credenciamento dos pacientes e dos agricultores interessados em oferecer a erva aos dispensários. De negativo é preciso destacar que a proposta ainda impede que o usuário-paciente cultive sua própria cannabis além do limite de cinco pés. E se tudo correr bem o trâmite legislativo deve ser concluído até meados de 2012.

Uma prova que o coro da legalização está cada vez mais forte é que até os mais proibicionistas começam a rever seus antigos e esquizofrênicos conceitos. Pela manhã o Clipadão divulgou uma notícia com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, falando em acabar coma guerra as drogas que tanto sofrimento trouxe ao seu povo.

Como "bom" político, Santos deixou claro que não será o primeiro a levantar essa bandeira e prefere esperar a mobilização de outros países para embarcar nessa onda.“Alguém precisa dar o primeiro passo, e este não serei eu. Trata-se de um problema de segurança nacional. O tráfico de drogas é o que financia a violência e os grupos irregulares no nosso país. Eu seria crucificado se decidisse tomar o primeiro passo”, justifica.

Infelizmente o Brasil carece de líderes do executivo com coragem de defender o fim da guerra às drogas como estratégia para reduzir a violência. No parlamento temos poucas figuras que infelizmente são uma força minoritária perto da tropa conservadora. Mas nada como um banho de conhecimento para mudar a opinião pública, e consequentemente o discurso político. O futuro está do nosso lado!

domingo, 23 de outubro de 2011

Projeto ResPire e Redução de Danos



O Projeto ResPire, realizado pela ONG É de Lei, participou de sua terceira intervenção em raves no estado de São Paulo.


A ação de redução de danos para os participantes da festa de música eletronica ocorreu nos dias 15 e 16 na festa Mystic Tribe. Antes o Projeto ResPire havia participado da festa Respect e da Voodoostock, ambas no estado de SP.


O Projeto ganhou o prêmio de Poster Inovação dado pela ABRAMD, e pode ser conferido abaixo:




O Projeto prevê a participação em mais festas, ainda sem data. Assim que for possível divulgaremos!
Para mais informações:


http://www.facebook.com/projetorespire

sábado, 22 de outubro de 2011

Uma Visão Xamã - Parte I

Fonte: Hempadão
por Chaos Baby


Caminhando num parque com um amigo, conversávamos alegremente a respeito dos xamãs que usam enteógenos, como a Ayahuasca, com grande frequência e eu não pude deixar de observar que muitos de nós, talvez por uma questão de estarmos desacostumados com fortes experiências espirituais, não temos realmente um grande preparo para fortes doses de enteógenos, ou para um contínuo trabalho transformacional, ou melhor, um uso contínuo dos mesmos, como suportam os grandes xamãs ou as pessoas de fato mais preparadas para experimentar diversos tipos de realidades perceptivas. E tocar nesse assunto no final de semana me fez lembrar de que quando Castañeda pediu para Dom Juan para lhe apresentar o Peyote, o mesmo simplesmente lhe respondeu:


“Não. Porque você não conhece seu íntimo. O importante é você saber exatamente por que quer envolver-se.” – Erva do Diabo – Carlos Castañeda.



Não estou, com isso, pretendendo desencorajar o desenvolvimento espiritual das pessoas por meio dos enteógenos, mas mostrar que é necessário um preparo adequado e ter em mente a responsabilidade perante o poder divino das plantas. Pretendo não soar por demais negativa, aliás, vemos muito frequentemente que não apenas uma experiência espiritual pode ser sentida, como também em estado alterado de consciência podemos ter um foco sobre estados de espírito, como se ele tivesse simplesmente ampliado, então podemos nesses estados de percepção entrar simplesmente em estados de alegria intensa, ou medo, ou prazer, ou sofrimento, ou liberação, contemplação, enfim, tudo o que já conhecemos em termos emocionais e estados mentais em nosso cotidiano pode ser experimentado de uma forma mais intensa e ampla durante uma viagem. Porém, podemos ir além e é interessante nos lembrarmos de que as portas para outros mundos e outras realidades também são abertas e podemos perceber algo extraordinário, completamente fora do que estamos acostumados.


Carlos Castañeda escreveu bastante a respeito do mundo espiritual e as mudanças que são realizadas no homem a partir de uma abertura espiritual e mental com o auxílio dos enteógenos. Ele explicou uma divisão que existe entre o mundo da percepção comum e um novo mundo totalmente desconhecido que pode ser percebido e reconhecido, ainda que pouco ou nada compreendido, por meio das experiências psicodélicas, entre outras práticas e treinamentos de fundo espiritual. Eles podem ser percebidos devido a uma mudança de alinhamento do que chama “ponto de aglutinação” ou para um melhor entendimento foco de atenção/percepção ou foco de consciência. Castañeda afirma que recebeu seus ensinamentos de um índio yaqui que acabou o iniciando no caminho do xamanismo, ao qual em seus livros é conhecido como Dom Juan Matus. Dentro desse ensinamento podemos encontrar uma explicação a respeito das diferentes percepções, pois o autor afirma que, como aprendeu com seu mestre Dom Juan, o mundo não é apenas composto com as coisas e objetos que nos saltam a vista, mas que é um mundo constituído por campos de energia. A esses campos de energia o autor dá o nome de “Emanações da Águia”, que é de fato a única realidade transcendental. Ou seja, de uma forma bem mais simples, nas palavras de Shakespeare: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.


Voltando a Castañeda, essas emanações estão agrupadas em aglomerados ou bandas que constituem mundos diferentes entre si. Ideia que nós também podemos encontrar dentro da mecânica quântica em teorias a respeito do Multiverso. O cientista Michio Kaku defende a teoria das cordas, assim diz que tudo é vibração. Ele mesmo fala a respeito desses multiversos como universos paralelos e simultâneos. Porém, o que nos importa aqui é que o mesmo cientista também nos lembra que: “A ciência hoje descreve cenários já antecipados pela mística: outros planos, outras dimensões”.


Certo, vamos parar por aqui com a ciência e voltamos para o Xamanismo. Víctor Sánchez explica esses ensinamentos do Xamanismo Tolteca e as diferentes realidades muito bem em seu livro “Os Ensinamentos de Dom Juan”, onde podemos encontrar uma explicação simples e magnífica para o que eu estou pretendendo mostrar dentro desse artigo:


“Dom Juan fala da existência de 48 grandes bandas de emanações, das quais são acessíveis ao homem durante sua percepção ordinária. Uma é a banda onde se encontra agrupada a vida orgânica e a outra é uma banda que contem estruturas sem consciência, presumivelmente os vegetais, gases, líquidos, etc. Dentro da banda de emanações dos seres orgânicos, existe uma faixa em particular que se refere à banda do homem e que determina os limites estreitos da percepção do conhecido. Na medida em que cada pessoa não alinha todas as emanações da banda do homem, existem pequenas variações nas possibilidades de percepção de pessoa para pessoa, as que são geralmente interpretadas como casos de sensibilidade especial, percepção extra-sensorial, fenômenos psíquicos, genialidade, etc., ou como casos de: insuficiência, retardo mental, estupidez, insensibilidade, etc.”

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Thelema






Ninguém cala, ninguém re-cala, ninguém dispara um tiro verbal como a contestação que vem do coração. Órgão mutilado pela apatia pós-moderna, atravessado pelo rancor da objetividade científica, e crucificado ao ver as matanças cometidas pela guerra as drogas. A liberdade, repleta de luz e pelos mais diversos ângulos, transparece em meio ao caos de mãos sujas de sangue. Travestem-se de bons moços, com discursos coerentes e racionais, travestem-se de cordeiros, os sinistros lobos da travessa. A aurora não se fará antes das pessoas olharam para este, tão interno órgão, e tão vibrante: coração. Cora, a ação que o ignora. Fora, políticos inúteis. Avante, na dinamicidade do alto-faltante que grita ao retumbar discursos por uma nova ordem. Seqüela esta apatia cega, esquece daquela antiga era, e transformar-te ao ver o som, radiado pelo toque da melodia musical. Deus desceu dos céus e disse que as plantas não tem culpa nenhuma. Por fim, liberdade do coração, sem apatia ou repressão, já que a luz já tocou as palavras, para dá-las a ti, nesta tarde que resvala o centro da mandala.



Liberdade Religiosa! Liberdade do teu corpo! Liberdade da alma!