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domingo, 6 de junho de 2010

Sobre a nomenclatura para substâncias similares à mescalina e por que isso importa


Fonte: Enteogenos.org

A compilação de citações abaixo é um ótimo histórico de como e por que foi necessária a criação da palavra "enteógeno".

O original em inglês pode ser lido no site do Council on Spiritual Practices.


Sobre a nomenclatura para substâncias similares à mescalina e por que isso importa

compilado por R. Jesse

1957:

Tenho tentado encontrar um nome apropriado para os agentes em questão: um nome que incluirá os conceitos de enriquecer a mente e expandir a visão [de mundo]... Minha escolha -- por ser clara, soar bem e não estar contaminada por outras associações -- é "psicodélico", manifestador da mente. [destaque adicionado]

-- Humphry Osmond, "A Review of the Clinical Effects of Psychotomimetic Agents," Annals N.Y. Acad. Sci., 14 de março de 1957

domingo, 25 de abril de 2010

Origem do termo Enteogenos e outras falas de Jonathan Ott


Como o pesquisador de enteógenos sabe, é difícil encontrar a origem do termo “enteógenos”. A maioria dos livros que fala sobre o assunto, por algum motivo qualquer, não esmiúça a origem do termo e quando muito fala de sua etimologia, mas não da sua origem histórica e de seus criadores. Para clarearmos definitivamente o assunto, nada melhor do que duas passagens do livro “Pharmacotheon: drogas enteogénicas, sus fuentes vegetales y su historia”. A tradução é nossa, pois infelizmente o livro ainda não se encontra traduzido. Vamos ao que interessa..

Nota sobre o texto

Como é imediatamente óbvio a partir do meu título, utilizo o neologismo enteógeno ao longo deste livro. Se trata de uma palavra nova, proposta por um grupo de estudiosos, entre os quais se encontram o Dr. R. Gordon Wasson, o professor Carl A. P. Ruck e eu. A partir da experiência pessoal sabemos que os embriagantes chamanicos não provocam “alucinações” ou “psicoses”, e como cremos que é uma incongruência referir-se ao uso chamanico tradicional de plantas psicodélicas (palavra pejorativa para muitos, que invariavelmente se associa com o uso ocidental da droga nos anos 60), cunhamos este novo termo em 1979 (Ruck et al. 1979). Descrevo em profundidade a história dos nomes das plantas sagradas no capítulo 1, nota 1. Alegra-me poder dizer que, quatorze anos depois de haver lançado o neologismo ao mundo literário, a palavra tem sido aceita pela maioria dos expertos neste campo e apareceu na imprensa em pelo menos sete línguas. Este termo não se refere a uma classe específica de drogas farmacológicas (alguns, por exemplos, entendem por psicodélicos; drogas indólicas e fenetilamínicas com um efeito tipo LSD ou mescalina), melhor designa drogas que provocam êxtase e têm sido utilizadas tradicionalmente como embriagantes chamanicos ou religiosos, assim como seus princípios ativos e seus congêneres artificiais.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Humphy Osmond


Continuando nossa discussão sobre terminologias é a vez de adentramos melhor sobre o termo psicodélico. O termo foi cunhado por Humphy Osmond numa carta a Aldous Huxley, tendo sido o próprio Osmond a apresentar o peiote a Huxley em experiências que resultaram no livro Portas da Percepção.

Numa passagem, em 1957, Osmond diz:

Tentei achar nome apropriado para os agentes (psicomiméticos) em discussão: um nome que incluísse os conceitos de enriquecimento da mente e alargamento da visão. Algumas das possibilidades são: psicofórico, transformador da mente; psico-hórmico, excitante da mente; e psicoplástico, moldador da mente. Psicozínico, fermentador da mente, com efeito é apropriado. Psico-réxico, explosor do espírito, apesar de difícil, é memorável. Psicolítico, libertador da mente, é satisatório. Minha escolha recai sobre psicodélico, manifestador da mente, pois o termo é claro, eufônico e não contaminado por outras associações. (citação colhida em LSD de John Cashman)

Para mais sobre Humphy Osmond, tem um ótimo resumo sobre sua obra no Erowid.