sexta-feira, 25 de março de 2011

Análogos da Ayahuasca


Organização do post: Equipe Hempadão


O presente capítulo faz parte do clássico livro “As plantas dos deuses” de autores do cacife de Richard Evans Schultes e Albert Hoffman. Muitas informações nele contidas foram trabalhadas posteriormente e exploradas por psiconautas do mundo inteiro. Graças a estes estudos, dos análogos da ayahuasca, muitas pessoas fora dos países sul-americanos puderam ter acesso a experiências enteogênicas com Anahuasca, com plantas que levam a experiências similares a tradicional mistura “amazônica”.No atual contexto, isso é muito importante, tanto para estas pessoas, como para evitar um “turismo desmesurado da ayahuasca” e que poderia ocasionar que conservadores de plantão visassem proibir o sacramento de tantos.


Não preciso dizer muito. As contribuições dos autores falam por si só, e nos levam a enxergar, além das variações que podem ser utilizadas para fazer o chá enteogênico, a profunda percepção dos autores, em direção a auto-transcendência e ao encontro com a verdadeira religião, o religare, a importância na vida humana do contato imediato com o divino, isto é, não mediado por padres ou autoridades ctónicas.

Wilhelm ReichO psicólogo ucraniano Wilhelm Reich, já na década de 1930, nos alertava para a importância dos “nós psicossomáticos”, que ele chamava de couraças, somáticas ou caracteriológicas, na contribuição ao autoritarismo social e, finalmente, as ditaduras. Estas couraças seriam formações históricas, relacionadas a vida de cada um e as intervenções dos adultos, especialmente os pais, sobre as crianças. No mesmo livro do subcapítulo de nossa tradução, Hoffman e Schultes, tratam deste assunto e consideram os enteógenos como ferramentas promissoras para a superação destes nós e de complexos psíquicos. Em última análise, se de forma bem orientada e administrada, é possível que os enteógenos, além de contribuírem para a superação de conflitos de natureza pessoal, possam contribuir para a democracia social, que, em sua essência, em nada tem haver com os resíduos que chamamos de democracia.

Especificamente sobre a anahuasca o texto é introdutório. Para os que pretendem se aventurar na busca de si, é fundamental a leitura de fóruns e outros textos para calcular e se proteger com precisão, já que uma má preparação pode ser perigosa. ‘Recentemente’ um turista veio a ficar em coma no Amazonas tentando fazer seu próprio chá. Embora saibamos, por vários estudos, que o chá bem preparado e em cenário propício apresenta poucos riscos, todo cuidado é fundamental!

Análogos da Ayahuasca
Cap. Do livro Las plantas de los dioses, de Shultes, Hoffman e Rasch

O princípio farmacológico descoberto na ayahuasca pode reproduzir-se com plantas que contêm os mesmos princípios ativos (harmalina/harmina e DMT/5-MeO DMT). As combinações de plantas com estas substâncias se chamem hoje “análogos da ayahuasca” ou “anahuasca” e as de princípios ativos isolados ou sintetizados “farmahuasca”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Manifestação contra maconha vira debate democrático: finalmente!


Diretamente do www.hempadão.blogspot.com

O Pé na Marcha desta semana começa com um passo atrás. Nesta quinta-feira foi realizada em Curitiba a passeata contra a legalização da maconha promovida por alguns políticos, igrejas e até estudantes. Vestidos de preto os manifestantes cantaram que "não escutam mais a erva que não leva a nada".

Mas a Praça Santos Andrade também foi tomada por aqueles que pensam diferente e, como nós, defendem a legalização. No vídeo abaixo é possível ver que as divergências não motivaram brigas e o diálogo entre os dois grupos foi pacífico. Clique no leia mais e confira as reuniões da Marcha que acontecem nesta semana!


Independente de qualquer oposição o Coletivo Marcha da Maconha segue preparando o maio verde em todo Brasil. Amanhã (25/03) a galera de Natal se reúne às 18h na nova pracinha do CCHLA (em frente ao novo anexo da Biblioteca Central).

No Rio de Janeiro a reunião da Marcha será neste no sábado, as 15h, no DCE da UFRJ, na Praia Vermelha. Às 18h, no mesmo local, começa a reunião do Movimento Pela Legalização da Maconha. No domingo, dia 27, às 16h20, é a vez do Coletivo de São Vicente (SP) se reunir em frente ao teleférico na Praia de Itacaré.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Grande evento em Niterói RJ - Avante pela discussão, avante pela legalização!

O movimento Marcha da Maconha de Niterói - RJ tem sido bastante ativo na mobilização antiproibicionista. Resultado desta nova organização é o evento "Semana Verde" que ocorrerá em Niterói dos dias 07 a 14 de Abril, contanto com nomes como Lúcia Karam, Orlando Zaccone e Thiago Rodrigues.


Não há dúvidas da importância de um tal evento no Estado do Rio de Janeiro, tantas vezes deficiente nas discussões acadêmicas da política de drogas. O evento vem, certamente, em boa hora.


Abaixo segue o cronograma e a chamada.



Esse ano ocorrerá a primeira Marcha em Niterói em 15 de Maio. Mas além desse espaço de manifestação, o coletivo vai oganizar uma semana de debates com a sociedade e formação dos militantes do antipoibicionismo. A Semana Verde ocorrerá de 09 a 15 de Abril, nos prédios da UFF e da Candido Mendes.


Programação da Semana Verde - de 07 a 14 de Abril em Niterói



- Dia 07/04, quinta-feira, às 21:00 hrs Cantareira
panfletagem, Falcatrua, batalha de MC´s e oficina produção de cartazes e textos.



- Dia 09/04, sábado, às 15:00 hrs Praia de Itacoatiara
panfletagem com todos vertidos de verde.



- Dia 10/04, domingo, às 16:20 hrs Praia de Icaraí
panfletagem com todos vestidos de verde e o Bloco Planta Na Mente.



- Dia 11/04, segunda-feira, às 18:00 hrs Faculda de Direito da UFF
Palestra Os danos da proibição e a necessidade da legalização
Maria Lúcia Karam, juíza, LEAP Brasil;
Orlando Zaccone, delegado de Policia Civil, LEAP Brasil.



- Dia 12/04, terça-feira, às 18:00 hrs Campus UFF Comunicação (IACS)
Exibição do Filme “Cortina de Fumaça”



- Dia 13/04, quarta-feira, às 19:00 hrs Cândido Mendes Niterói
Debate: Drogas: A proibição que não surte efeito
André Nicolit, juíz, LEAP Brasil



- Dia 14/04, quinta-feira, às 18:00 hrs Campus UFF História(Gragoatá)
Palestra Proibição do que? Um debate sobre a legalização da maconha
Renato Cinco, sociólogo, organizador do MLM (Movimento pela Legalização da Maconha);
André Barros, advogado da Marcha da Maconha do Rio e organizador do MLM;
Luiz Paulo Guanabara, membro da ong Psicotrópicos;
Thiago Rodrigues, prof. Ciência Política da UFF.
e FESTA VERDE - Legalize Já

domingo, 20 de março de 2011

Pesquisa indica: Brasileiro é contra usuário de drogas fazer tratamento compulsório

Em pesquisa realizada pelo Portal de Notícias do Senado Federal, a proposta macabra do reacionário deputado de fazer um tratamento obrigatório a todo usuário de "drogas" (leia-se, substâncias psicoativas tornadas ilícitas), foi rechaçada pela comunidade civil.

Os resultados estão no link abaixo:


Você é a favor ou contra a proposta que obriga o usuário de drogas a fazer tratamento em clínica de recuperação (PLS 111/2010)?


E você leitor, o que acha da proposta do sujeito?

- Em breve faremos a análise do projeto

Abraços enteogenicos

sábado, 19 de março de 2011

De Testemunha a Acusado: Minha participação na Audiência do caso “Moqueca” !

De Testemunha a Acusado: Minha participação na Audiência do caso “Moqueca” !



cultivoMEDICINAL_BARRAlombra
Na última quinta-feira (11/03) estive em Guarapari, no Espirito Santo, participando pela primeira vez de uma Audiência Judicial, na qualidade de testemunha. Estive a disposição para responder perguntas feitas pelo Juíz, pelo advogado de defesa e pelo promotor do caso. É a primeira vez que um antropólogo foi convocado para prestar testemunho num caso envolvendo um cultivador de cannabis. Essa é uma prática bastante comum em outros processos. Diversos antropólogos já participaram de processos envolvendo comunidades indígenas, quilombolas, dentre outras – em geral em casos de disputa por posse de terra ou reconhecimento identitário. Nesses casos, a função do antropólogo tem sido a de servir como um “mediador cultural”, facilitando a compreensão das culturas “nativas”, por parte dos operadores do Direito. Também é muito comum nos E.U.A e em alguns países da Europa a figura do especialista sobre cannabis qualificado para cortes que, em geral, atuam trazendo esclarecimentos a respeito das práticas de cultivo, estimativas de colheitas, análises do rendimento da estufa, dentre outras questões. Nesse caso específico, cumpri dupla função, atuando como antropólogo, já que realizei a única pesquisa brasileira sobre usuários que cultivam para consumo próprio, e como especialista em cultivo de cannabis. Como antropólogo, procurei esclarecer a respeito da cultura do cultivo de cannabis para uso pessoal e, como especialista em cultivo, procurei levar dados a respeito das expectativas de rendimento da colheita, bem como uma análise da situação na qual o acusado foi flagrado.





O caso em questão é bastante complicado, pois o cultivador está sendo acusado de envolvimento com um grupo que, de fato, praticava o comércio não-autorizado de maconha. No entanto, conforme todas as informações recolhidas até o momento, não há qualquer indício do seu envolvimento com tal grupo. A namorada do cultivador procurou primeiramente os usuários do fórum Cannabis Café, onde ele possuia um diário no qual pretendia relatar o 
desenvolvimento do seu cultivo. Posteriormente, procurou os usuários do Growroom, para que, juntos, todos pudessem trabalhar para ajudá-la a fazer com que a Lei 11.343 fosse cumprida da forma correta e o Alexandre (Moqueca) pudesse voltar à liberdade.



Das 4 testemunhas de acusação, 1 faltou e, por isso, o promotor solicitou o adiamento da audiência para o dia 6 de abril. O advogado de defesa pediu então que ao menos eu fosse ouvido, por ter ido de um estado distante e não poder ir novamente no dia 6. Após uma longa negociação, foi acordado que eu seria ouvido antes do fim da audiência.


terça-feira, 15 de março de 2011

Seminário de Redução de Danos no Rio de Janeiro


Muita gente boa se apresentando. Vale a pena o seminário. Estarei lá e volto com minhas considerações sobre o Seminário e as questões colocadas pelos palestrantes - ou, ao menos, alguns deles.

Cannabis é enteogenica ou não?


Bem,  após este longo intervalo do carnaval, vamos voltar a ativa.. Este post foi produzido no carnaval, numa lan house, sem word e os méritos da organização do texto e iconica fica pela equipe a frente na organização do hempadão. 
Vamos ao post.
Portas da Percepção: A Cannabis é Enteogênica ou não?

quinta-feira, 10 de março de 2011

por Fernando Beserra

Após inacreditáveis críticas pelo relato do uso da salvia divinorum no último post, não poderíamos nos colocar um pé atrás em relação aos posts polêmicos. Resolvemos nos colocar no front da querela entre usuários de cannabis e enteogenistas e perguntar: Afinal, é a maconha um enteógeno?

Sabemos das dificuldades de determinar a origem da cannabis, embora fique claro que seus múltiplos usos remontem há, pelo menos, 10.000 anos. Não estamos aqui para discutir arqueologia, como os restos de fibra de cânhamo encontrados na China no quarto milênio a.C, ou se, de fato, o primeiro uso visando a alteração de consciência se deu no segundo milênio a.C no Atharva-Veda, quando já era considerada uma das cinco plantas sagradas da Índia. O que importa hoje, aqui e agora, é introduzir ou adentrar nos usos religiosos, introspectivos ou que visem ou visaram o auto-conhecimento ou o conhecimento de realidades extra-ordinárias. Em suma, seguindo as belas palavras de Walter Benjamin, falamos das "vivências de inspiração".


Para tal discussão, nos aconcheguemos na roda, e deixemos a fumaça baixar – ou subir. O uso da cannabis, ao longo da história, é múltiplo, isto é, serviu tanto para promover "atitudes lúdicas" quanto "formas de aprofundar a comunicação" (1). É evidente a maioria dos usuários que a cannabis promova, facilite ou induza a ambos: o uso recreativo e o uso visionário. O Dr. Charles Tart realizou um estudo pretendendo uma "fenomenologia do uso da maconha". Dentro das experiências comuns relatadas nos questionários por usuários, encontramos:

- Pulo de etapas intermediárias na resolução de problemas
- Insights sobre outras pessoas
- Idéias mais intuitivas
- Conversar inteligentemente, embora esqueça coisas
- Aprender muito sobre o que faz as pessoas funcionarem
- Falar coisas mais profundas, apropriadas
- Intuir, entendimento empático das pessoas
- No amor sexual, uma união dos espíritos, tal como dos corpos
- Diminui inibição
- A mente se sente mais eficiente em resolução de problemas
- Sentir-se um com o mundo
- Eventos, ações tornam-se arquetípicos (2)

A religião védica venerou a planta, fornecendo-lhe a pompa das belas palavras: "fonte de felicidade e de vida". As tradições bramânicas posteriores
consideraram que seu uso "agiliza a mente, concede saúde, valor e potência sexual"². De acordo com Escohotado, também possui um enorme valor dentro do budismo para a medicação transcendental. Estou certo de que o uso com esta última finalidade é, para os já acostumados a prática meditativa, e que se dão bem com a erva, um excelente auxiliador e, dependendo da qualidade da planta, pode levar a experiências equalizáveis a qualquer outro enteógeno de maior potência.

Embora o uso da cannabis tenha sofrido um eclipse no ocidente nas culturas cristãs (pós-gregas e romanas), seu uso manteve-se na África, Ásia Menor e Ásia Maior, sendo um "remédio dos mais versáteis, um veículo de meditação para xamãs, faquires, iogues e dervixes, e uma droga recreativa para diversos extratos sociais" (3)

Daí sua enorme importância nos meios Sufis, Rastafaris, no budismo, na contracultura psicodélica, no "club des haschischins", etc. Sendo tal sua história não é de estranhar que encontremos a maconha nos principais livros sobre enteógenos, tais como: "Las planta de los dioses", "Pharmacotheon", "Psychedelics Encyclopedia", etc, etc. Embora a cannabis seja um psicodélico sutil, como a chama Sttaford, não existem dúvidas quanto a suas capacidades para ampliação da consciência e contato com uma realidade numinosa, dependendo fortemente dos usuários, suas intenções e a preparação do cenário. O uso introspectivo se potencializa, sem dúvidas, quando é feito fora das famosas rodas de fumo e requer do usuário uma atenção não usual, senão uma verdadeira preparação. Isso não exclui, é claro, vislumbres intempestivos, que emergem, mesmo sem o controle voluntário do usuário.

E, aos leitores, fica a pergunta: Já tiveram experiências com o sagrado usando cannabis?

Abraços enteogênicos.

1 - ESCOHOTADO, Antonio. O livro das drogas. p.205.
2 - STAFFORD. Psychodelic Encyclopedia.
3 - ESCOHOTADO, op.cit
4 - Op.cit

sábado, 5 de março de 2011

Carnaval

É carnaval!

Estou viajando e com acesso muito limitado a internet. Então o blog estará fazendo uma rápida paradinha antes de bater o penalti. Voltamos em breve. Provavelmente segunda-feira pós carnaval.

Abraços enteogenicos
Fernando Beserra

quinta-feira, 3 de março de 2011

Foliões e ativistas pela legalização da maconha organizam bloco na Lapa


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planta na mente
Durante este domingo (28/02) a Lapa recebeu um bloco de carnaval no mínimo peculiar. O Bloco Planta na Mente reúne foliões e ativistas pela legalização da maconha entoando marchinhas animadas e críticas à atual política de drogas vigente em nossa sociedade.
Hoje é sabido que a política de guerra às drogas tem tido altos custos no orçamento público, não é eficiente na redução do consumo e tem sido o discurso que referenda um grande número de mortes nos morros e periferias brasileiras. O discurso de guerra às drogas também tem servido de pretexto para a violação de diversos direitos humanos por parte da polícia junto à população pobre dessas regiões.
A concentração do bloco começou às 16:20h, horário internacional entre os fumantes da erva para se fumar um cigarro de maconha, na escadaria da Lapa.

foliões
concentração
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Rapidamente começou a juntar-se pessoas das mais variadas na escada: meninos, meninas, estudantes, foliões fantasiados, senhores de mais idade e até mesmo famílias com crianças pequenas, todos simpáticos à causa do bloco. O clima era de muita descontração e tudo muito calmo.
Alguns membros da “Banda Erva”, que anima o bloco, sentavam em roda para dobrar o material com as letras engajadas de adaptações que o bloco fez com marchinhas famosas. Bandeira Branca foi uma delas: “Bandeira branca amor /não posso mais / me esconder / só por fumar erva da paz!”
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As letras foram das mais variadas e todas com consciência política e teor crítico de dar inveja a maioria dos blocos da folia carioca. Através delas os foliões deixavam claro que não estavam ali só para se divertir, mas para colocar que uma importante discussão, a Legalização da Maconha, tem que ser feita e não tem tido a devida atenção por parte da sociedade e de nossas autoridades. O máximo que temos visto foram declarações demagógicas que quase em nada condizem com a realidade.
O bloco partiu para a rua por volta das 18:30 e chamou a atenção de muitas pessoas pelo trecho que atravessou. Muitos dos clientes de barzinhos e restaurantes ali por perto saiam à porta para ver o bloco passar e rapidamente simpatizavam com a causa daquela turma tão alegre e de paz.
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O Planta na Mente terminou sua folia nos arcos da Lapa com a noite já chegada e durante todo o trajeto do bloco não houveram problemas ou confusões. A situação ficou parcialmente tensa com a aproximação da polícia, mas nada de mais aconteceu. Tudo ficou sob controle e a mensagem dos foliões pôde chegar a todos que passavam pelas imediações.
A cannabis voltou, oficialmente, para a cultura carioca e o Planta na Mente é, sem dúvida, um marco. Uma parcela oprimida de nossa sociedade está organizada e coloca em nossa principal manifestação popular um bloco para questionar a proibição da maconha. Com um afastamento histórico, essa data será, sem dúvida, um marco no movimento pela legalização da maconha no Brasil: o povo na rua perguntando o porque de sua “erva da paz” ser proibida.
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No que depender dessa galera animada, o imobilismo já era e com o “bloco na rua” vamos debater com seriedade mais essa importante pauta.

Andrew Costa é estudante de Comunicação Social.